O município de Eldorado/SP está prestes a decidir, em uma eleição suplementar, quem assumirá a Prefeitura nos próximos anos. A nova votação foi necessária após a impugnação do candidato mais votado na última eleição, Elói Fouquet, barrado pela Lei da Ficha Limpa. Agora, três chapas concorrem ao cargo, apresentando trajetórias, propostas e históricos bastante distintos.
Dr. Galindo: renovação com experiência
O advogado Dr. Galindo é o mais jovem entre os candidatos, mas possui sólida experiência administrativa e política. Servidor público municipal, casado e pai de dois filhos, ele atua há mais de 15 anos na política local como assessor jurídico. Sua candidatura propõe uma renovação com responsabilidade, unindo juventude, conhecimento técnico e compromisso com a cidade. Seu vice é o agricultor Robson, bananicultor e figura respeitada na zona rural e entre a comunidade evangélica.
Noel Castelo: interino com polêmicas
O atual prefeito interino, Noel Castelo, busca se manter no cargo após assumir devido à cassação de Fouquet. Professor e ex-vereador, sua gestão foi marcada por gastos controversos, como festas e carnaval que custaram quase R$ 1 milhão, mesmo em meio a alegações de crise financeira. Além disso, Noel foi condenado por improbidade administrativa por usar servidores e recursos públicos para construir a casa de sua mãe quando era diretor da Defesa Civil. A Justiça o condenou a ressarcir os cofres públicos, pagar multa, perder a função pública e ter os direitos políticos suspensos por oito anos. Ele concorre ao lado do vereador Professor Joel.
Doutora Débora (PT): candidatura com resistência
A empresária Doutora Débora, do PT, é a terceira candidata. Há pouco mais de dez anos no município e sócia de postos de combustíveis, ela ficou em terceiro lugar na última eleição. Enfrenta alta rejeição em uma cidade de perfil conservador, e sua candidatura gerou ainda mais controvérsia após aliar-se à ex-vereadora Nazil Fouquet, esposa do ex-prefeito cassado. A aliança reforçou críticas, já que a família Fouquet esteve no centro da crise política que levou à instabilidade atual.
Com perfis tão diferentes, a eleição suplementar coloca nas mãos dos eleitores a decisão sobre o futuro do município: continuar com práticas marcadas por escândalos ou optar por uma gestão que priorize renovação e responsabilidade administrativa.